segunda-feira, 7 de julho de 2014

O relato (sincero e consciente) de meu parto. ♡

Nasceu uma flor aqui no meu jardim...

Desde que descobri que estava grávida tomei diversas decisões em minha vida. Melhorei minha alimentação, comecei a me exercitar e até mesmo refletir sobre quem eu era/queria ser para minha pequena, mas devo confessar que o que mais ocupou o meu tempo foi estudar sobre o parto. Foram meses ansiosos pra mim. Ponderei todas as minhas possibilidades, anseios, medos, sonhos e crenças, e me decidi: quero um parto normal conveniado, mas que não ultrapasse as 40 semanas, se não conseguir, faço uma cesária e tudo bem! Fiquei tranquila e feliz durante toda minha gestação, pois sabia que faria minha decisão valer. Não vou relatar novamente o que me levou à essa escolha, pois os motivos já foram expostos e, na verdade, eles só fazem sentido pra mim, não é mesmo? Como sempre digo, cada mãe tem o seu direito de escolha e deve lutar por ele. Chamei o meu parto de “parto consciente”.  Nosso limite: 30/06/2014, segunda-feira, 40 semanas e 2 dias, dia em que eu e meu marido comemoramos 10 anos juntos e 2 anos casados, mas que não foi o fator decisivo e sim uma bela coincidência, que nos deixou muito feliz!

Com 38/39 semanas fiz meu primeiro exame de toque: colo apagado, 1 dedo de dilatação. Os dias seguintes foram de exames para acompanhar a quantia do líquido amniótico, batimentos cardíacos da Maria e exercícios em casa pra acelerar a dilatação. Às vezes sentia contrações fortes, um dia pensamos que ela chegaria, mas nada, passou. Outros dias não sentia nada, mas pensava firmemente: vem, filha, vem!

No domingo, dia 29, fiquei o dia todo em casa com cólica e contrações fraquinhas... Meia noite, dia 30/06 chegou! Ok, tudo bem! Tudo pronto, vamos dormir, amanhã Maria Flor chega por uma cesária! Que felicidade, vou ter minha filha em meus braços!!! Me deitei, cochilei, acordei, fui pra sala, me deitei no sofá e comecei a sentir... Será que eu tô ficando doida? São contrações? Às 3h da manhã elas começaram tímidas e eu conseguia até relaxar. Às 5h a coisa ficou feia! Ouvi o despertador do Fabricio tocar, afinal, às 6h eu seria internada. Começamos a arrumar tudo, não aguentei e soltei um “Aiiiiiiiii” enorme! Maria ia nascer!!! Eu não podia acreditar! Ele não podia acreditar! Nossa filha chegaria mesmo no dia 30, ela havia escolhido esse dia pra ela e pra nós!


Eu andava, me trocava, rebolava, guardava as coisas, gritava, tomava água, sorria, gritava, me maquiava, agachava... Tudo ao mesmo tempo. Pedi pro Fá cronometrar as contrações e percebi que elas estavam bem ritmadas e muito, muito doloridas, mas eu queria que elas viessem, eu queria senti-las. A dor pegava toda minha barriga, minha lombar estava se quebrando em mil pedaços, mas era a dor mais gostosa que eu já havia sentido. Louco, né?

Às 6h eu já estava pronta. O Fá continuava a cronometrar e constatou: as contrações estavam em média a cada 2min e duravam cerca de 50s cada. Nessa hora eu juro que pensei que chegaria ao hospital meeeeega dilatada e que o parto seria rápido e lindo, nem me dei conta de que as contrações estavam próximas demais.

Durante o trajeto, dentro do carro, eu tive uma contração muito forte, urrei de dor, e senti algo molhar minha calcinha. Chegamos ao hospital às 6h30 e enquanto o Fá dava entrada na papelada, minha mãe me levou ao banheiro. Sangue. Não era muito, mas era sangue. Não era, nem de perto o tampão, era sangue puro. Fiquei muito assustada, claro! As contrações continuavam e, acredito que pelo fato de ter ficado nervosa ao ver o sangue, minha pressão baixou. Eu tremia de bater os dentes. Me levaram de cadeira de rodas direto pro centro cirúrgico. Lá, as enfermeiras me prepararam e me acalmaram enquanto meu médico não chegava. 

Deitava naquela maca eu gritei, esperneei  e apertei o que vi pela frente.  Num momento de tranquilidade, uma das enfermeiras me perguntou se eu faria o Parto Normal e eu disse que queria tentar, que meu médico sabia de minha vontade. Ela me olhou e disse que achava que eu ainda não estava dilatada. Chamaram uma médica do plantão para me examinar melhor e confirmar. “Sangramento e 1 dedo. Pode ser um leve descolamento de placenta, vamos aguardar seu médico chegar pra decidir, fica calma, tá?” O QUE? Só um dedo ainda? Devo confessar que isso me frustrou, mas meu medo foi pensar na possibilidade de ser realmente um descolamento de placenta.

Não sei quanto tempo depois disso demorou pro meu médico chegar, só sei que vê-lo foi um alívio enorme. Após alguns exames, a confirmação:  descolamento de placenta e aquele mísero dedinho de dilatação de semanas atrás não havia progredido. Pensei nos riscos. Tentei me concentrar em tudo o que havia lido a respeito, mas meu coração gritava! Nessa hora eu pedi a cesária! Não só pelo medo de colocar em risco a vida de minha filha, mas eu realmente não estava aguentando mais e não tenho vergonha nenhuma em assumir isso. A dor era enorme. Tinha que confiar naquela equipe! Naquele momento tudo o que eu mais queria era que aquela dor acabasse e minha filha nascesse.

Uma picadinha nas costas e puft! Toda dor foi embora! Chamaram o Fabricio e ver meu marido com os olhos marejados e ansiosos foi lindo! “Qual o nome do bebê, papai?” – “Maria Flor”, “Que lindo!” – “Então vem, Maria Flor!” – “Vem, Florzinha!”, só consegui ouvir isso ao fundo e de repente o choro de minha filha, misturado ao meu. Como eu chorei! Desentalei todo choro de angústia, medo, ansiedade e amor que estavam em meu peito. Não conseguia controlar a emoção. É algo indescritível, é nascer, renascer! Às 7h31, do dia 30 de junho de 2014, nasceu minha Flor, com 45,5cm, 2.710kg, Apgar 10/10. Pequenininha, vermelhinha e a minha cara!


Hoje, uma semana após seu nascimento, resolvi relatar tudo o que vivi naquele dia. É engraçado lembrar dos pequenos detalhes, do tratamento que recebi, da expectativa e até mesmo da dor. Disso tudo só ficou a certeza de que minha filha escolheu o dia que queria nascer, ela estava realmente pronta e em sua infinita inocência, chegou nos presenteando! Eu, como sua mãe, decidi como ela iria chegar e não me arrependo disso. Pode ter sido por medo de algo dar errado ou até mesmo por não aguentar mais, não importa. Eu tive a oportunidade de sentir os sinais de que ela estava chegando e no fim, ou melhor, começo de sua vida aqui fora, a beijei e pedi pra Deus abençoá-la. Isso é o que fez tudo valer a pena! Eu pari o meu parto e, para mim, foi o parto mais lindo do mundo!






 Com amor, 
Cacaw ♡

18 comentários:

Carol Sena disse...

Parabéns Cacau, que Sua FLOR seja as mais bela do jardim. Que Deus abençoe sua família! Estou arrepiada de emoção com seu relato... lindo! bju

Amanda Tosta disse...

Como não se emocionar com seu relato?
Que Deus abençoe essa flor que nasceu no seu jardim!

beijos!

Cris disse...

Ain que lindo!
Que sua florzinha, seja extremamente abençoada!
Bjos

Fran Huesa disse...

Se eu chorei?! maginaaaa, chorando de emoção e felicidade por ter uma flor mais linda do jardim desse casal!! e a Maria toda com caras e bocas nas fotos,,,rs, essa menina já é amadaaaa

bjuu

Gisele Santiago disse...

Que texto lindo.
Impossível não se emocionar.
Parabéns por sua linda filha e que ela tenha uma vida longa e cheia de saúde e que Jesus te dê sabedoria infinita para criá-la bem.
Vc será uma ótima mãe.
Bjos

Si, mãe da Isabela disse...

Um relato lindo e cheio de amor .... Tudo de lindo para vcs bjo

Suellen Machado disse...

Nossa que emocionante, parabéns pela linda Maria Flor !!

http://morenaemoderna.blogspot.com.br/

Rebeca disse...

Parabéns, Cacaw! Emocionante e sincero mesmo o seu relato! Muita saúde e alegria para a nova família!

Náthali Nunes disse...

Que lindo relato!!!

Jaciara disse...

Nem sei se estou escrevendo direito porque as lágrimas me atrapalham... Muitas felicidades e muita saúde pra vocês! Maternidade é o presente que Deus deu a nós mulheres. Que Deus abençoe essa família linda!
Bjs.

Anônimo disse...

que lindo!
Emocionante!
Muitas benção e saúde pra Florzinha e pra sua família!
Venha nos contar tudo sobre a maternidade!

Nise disse...

Que lindo relato..emocionante..parabens!!!!bjo

Cristina Formaris disse...

Parabéns Cacau e Fabricio!!! Que EUS abençoe a "FLORZINHA"...Bjos

Naity disse...

Parabéns Cacaw!!! Bem vinda Maria Flor!!! A minha Marina também nasceu num dia 30...mas foi 30 de setembro! Fez 9meses no dia que sua princesa nasceu!!! É bom demais experimentar o amor!!! Felicidades!!!

Kizzy Peres disse...

Nossa Cacau me emocionei com seu post, seu relato, seu parto consciente.
Penso exatamente como você, o importante é o bebê nascer saudável e no dia certo, o tipo de parto sem sombra de dúvidas não é o mais importante.
Parabéns, pois na sua estréia como mãe você já deu um baile em muitas por ai.
Ah estava esquecendo de dizer que a Maria Flor é lindaaaaaa!
Beijos
Ki
www.donakizzy.com.br

Andressa disse...

Linda sua história, e parabéns pela sua garra...me emocionei!! Que Deus abençoe sua vida e sua família agora com a Maria Flor..parabéns! Eu sei bem o que é colocar uma vida neste mundo pois coloquei duas, um menino e uma menina que são perfeitos aos olhos do pai e aos meus, são minhas dádivas de Deus, é uma emoção que não cabe em lugar algum para descrever....dar a luz é um momento lindo, único, inesquecível e imcomparavel...Um beijo.

elen disse...

Nossa que coisa mais linda, esse amor ninguém consegue medir só quem é mãe sabe,Parabéns que deus abençoe vcs para cuidar dessa bonequinha Maria flor, bjusss ♡ ♡ ♡. Momento único de ser mãe.

Julitha Artes disse...

Querida foi muito lindo a descrição do seu parto.
Se eu me emocionei imagina você como não deve ter se sentido.

Desejo que Deus os abençoe e que seja o começo de uma grande e prospera família

Parabéns

Beijos